Autor
Nuccio Ordine ; Luiz Carlos Bombassaro
Editora
Zahar
Assunto
Filosofia
Ano
2016
Páginas
223
ISBN-13
978-85-378-1520-5
ISBN-10
8537815209
Edição

A utilidade do inútil

um manifesto
Um manifesto abaixo-assinado por Platão, Aristóteles, Montaigne, Kant, Shakespeare, Victor Hugo, Cervantes, Dickens, Baudelaire, García Lorca, Calvino, García Márquez... Não é verdade - nem mesmo em tempos de crise - que só é útil o que produz lucro ou tem uma finalidade prática. Existem saberes considerados "inúteis" que são indispensáveis para o crescimento da humanidade. Útil, portanto, é tudo aquilo que nos ajuda a termos uma vida mais plena e um mundo melhor. Brilhante, contundente e muito claro, o filósofo italiano Nuccio Ordine mostra como a lógica utilitarista e o culto da posse acabam por murchar o espírito das pessoas, pondo em perigo não só a cultura, a criatividade e as instituições de ensino, mas valores fundamentais como a dignidade humana, o amor e a verdade. Completa o livro um ensaio do famoso educador americano Abraham Flexner, inédito em português, que prova como também as ciências exatas nos ensinam a utilidade do inútil. Sucesso de crítica e de público, traduzido para mais de 15 idiomas, essa é uma leitura crucial, um grito de defesa da humanidade e do humanismo.
Tabela de conteúdo
pág. capítulo
1 Sumário
9 Introdução
Primeira parte. A útil inutilidade da literatura
31 1. “Quem não tem não é”
33 2. Os saberes que não trazem lucro são inúteis!
34 3. O que é a água? Uma anedota de Foster Wallace
36 4. Os peixinhos de ouro do coronel Buendía
38 5. Dante e Petrarca: a literatura não é subserviente ao dinheiro
40 6. A literatura da utopia e os penicos de ouro
44 7. Jim Hawkins: caçador de tesouros ou colecionador de moedas?
48 8. O mercador de Veneza: a libra de carne, o reino de Belmonte e a hermenêutica de Sileno
58 9. Aristóteles: o saber não tem utilidade prática
59 10. Teórico puro ou rei-filósofo? As contradições de Platão
63 11. Kant: o gosto do belo é desinteressado
65 12. Ovídio: nada é mais útil que as artes inúteis
67 13. Montaigne: “nada é inútil, nem mesmo as inutilidades
70 14. Leopardi flâneur: a escolha do inútil contra o utilitarismo de um “século soberbo e tolo”
74 15. Théophile Gautier: “o que é útil é feio” como “a latrina”
80 16. Baudelaire: um homem útil é esquálido
83 17. John Locke contra a poesia
85 18. Boccaccio: “pão” e poesia
86 19. García Lorca: é imprudente viver sem a loucura da poesia
87 20. A loucura de Dom Quixote, herói do inútil e da gratuidade
90 21. Os fatos de Coketown: as críticas de Dickens ao utilitarismo
92 22. Heidegger: é difícil compreender o inútil
94 23. A inutilidade e a essência da vida: Zhuangzi e Kakuzo Okakura
96 24. Eugène Ionesco: o útil é um peso inútil
98 25. Italo Calvino: o gratuito revela-se essencial
99 26. Emil Cioran e a flauta de Sócrates
Segunda parte. A universidade-empresa e os estudantes-clientes
103 1. O Estado sem compromisso
105 2. Os estudantes-clientes
107 3. A universidade-empresa e os professores-burocratas
110 4. Victor Hugo: combate-se a crise não cortando os fundos destinados à cultura, mas duplicando-os
114 5. Tocqueville: as “belezas fáceis” e os perigos das democracias de mercado
116 6. Herzen: os comerciantes sem tempo
118 7. Bataille: o limite do útil e a vitalidade do supérfluo
122 8. Contra a universidade profissionalizante: John Henry Newman
125 9. Para que servem as línguas antigas? John Locke e Antonio Gramsci
129 10. O desaparecimento programado dos clássicos
131 11. O encontro com um clássico pode mudar a vida
133 12. As bibliotecas ameaçadas: o clamoroso caso do Instituto Warburg
136 13. O desaparecimento das livrarias históricas
138 A utilidade imprevisível das ciências inúteis
140 15. O que se extrai de um teorema? De Euclides a Arquimedes
142 16. Poincaré: a “ciência não estuda a natureza” para procurar “o útil”
147 17. “O conhecimento é uma riqueza que se pode transmitir sem se empobrecer”
Terceira parte. Possuir mata: dignitas hominis, amor, verdade
151 1. A voz dos clássicos
152 2. Dignitas hominis: a ilusão da riqueza e a prostituição da sabedoria
158 3. Amar para possuir mata o amor
166 4. Possuir a verdade significa matar a verdade
177 Apêndice. A utilidade do conhecimento inútil
201 Notas
221 Agradecimentos

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