Autor
Márcia Lima ; Lélia Gonzalez ; Flavia Rios
Editora
Zahar
Assunto
Ciências Humanas
Ano
2020
Páginas
376
ISBN-13
9788537818893
Edição

Por um feminismo afro-latino-americano

Ensaios, intervenções e diálogos
"Leiam Lélia Gonzalez!", convocou a filósofa americana Angela Davis em recente passagem pelo país. Filósofa, antropóloga, professora, escritora, militante do movimento negro e feminista precursora, Lélia Gonzalez foi uma das mais importantes intelectuais brasileiras do século XX, com atuação decisiva na luta contra o racismo estrutural e na articulação das relações entre gênero e raça em nossa sociedade. Com organização de Flavia Rios e Márcia Lima, Por um feminismo afro-latino-americano reúne em um só volume um panorama amplo da obra desta pensadora tão múltipla quanto engajada. São textos produzidos durante um período efervescente que compreende quase duas décadas de história — de 1979 a 1994 — e que marca os anseios democráticos do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. Além dos ensaios já consagrados, fazem parte desse legado artigos de Lélia que saíram na imprensa, entrevistas antológicas, traduções inéditas e escritos dispersos, como a carta endereçada a Chacrinha, o Velho Guerreiro. O livro traz ainda uma introdução crítica e cronologia de vida e obra da autora. Irreverente, interseccional, decolonial, polifônica, erudita e ao mesmo tempo popular, Lélia Gonzalez transitava da filosofia às ciências sociais, da psicanálise ao samba e aos terreiros de candomblé. Deu voz ao pretuguês, cunhou a categoria de amefricanidade, universalizou-se. Tornou-se um ícone para o feminismo negro. Axé, Lélia Gonzalez! "É Lélia quem cria para mim essa identidade, essa terceira figura política, essa terceira identidade que compartilha das outras duas (ser mulher e ser negro), mas que tem um horizonte próprio de luta. Com Lélia Gonzalez, me defini politicamente para militar na questão da mulher negra." — Sueli Carneiro, filósofa, pedagoga, escritora e fundadora do Geledés "Eu sinto que estou sendo escolhida para representar o feminismo negro. E por que aqui no Brasil vocês precisam buscar essa referência nos Estados Unidos? Acho que aprendi mais com Lélia Gonzalez do que vocês aprenderão comigo." — Angela Davis, filósofa norte-americana
Tabela de conteúdo
pág. capítulo
1 Sumário
9 Introdução
Parte I. Ensaios
25 Cultura, etnicidade e trabalho: Efeitos linguísticos e políticos da exploração da mulher
45 A juventude negra brasileira e a questão do desemprego
49 A mulher negra na sociedade brasileira: Uma abordagem político-econômica
65 O apoio brasileiro à causa da Namíbia: Dificuldades e possibilidades
75 Racismo e sexismo na cultura brasileira
94 Mulher negra
112 O Movimento Negro Unificado: Um novo estágio na mobilização política negra
127 A categoria político-cultural de amefricanidade
139 Por um feminismo afro-latino-americano
151 Nanny: Pilar da amefricanidade
158 A mulher negra no Brasil
Parte II. Intervenções
173 Mulher negra: Um retrato
179 Alô, alô, Velho Guerreiro! Aquele abraço!
183 A questão negra no Brasil
191 Pesquisa: Mulher negra
197 Mulher negra, essa quilombola
201 Democracia racial? Nada disso!
204 De Palmares às escolas de samba, tamos aí
207 Taí Clementina, eterna menina
211 A esperança branca
214 Beleza negra, ou: Ora-yê-yê-ô!
217 E a trabalhadora negra, cumé que fica?
220 Racismo por omissão
222 Homenagem a Luiz Gama e Abdias do Nascimento
228 História de vida e louvor (Uma homenagem a Zezé Motta)
230 Para as minorias, tudo como dantes…
232 A cidadania e a questão étnica
242 Odara Dudu: Beleza negra
244 Discurso na Constituinte
263 O terror nosso de cada dia
265 As amefricanas do Brasil e sua militância
267 A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social
271 Uma viagem à Martinica I
275 Uma viagem à Martinica II
Parte III. Diálogos
281 Duas mulheres comprometidas em mudar o mundo
286 Entrevista a Patrulhas ideológicas
298 A lei facilita a violência
300 Entrevista ao jornal Mulherio: Lélia Gonzalez, candidata a deputada federal pelo PT/RJ
302 O racismo no Brasil é profundamente disfarçado
306 Mito feminino na revolução malê
310 A democracia racial: Uma militância
313 Entrevista ao Pasquim
325 Entrevista ao Jornal do MNU
337 Apêndice: A propósito de Lacan
351 Notas
358 Bibliografia
364 Fontes
369 Nota biográfica
371 Uma cronologia de Lélia Gonzalez
375 Sobre as organizadoras

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